sexta-feira, 29 de março de 2019

Hisae Yamamto - "tia Hisae da CRIFF" - será homenageada hoje na Sessão Solene da Câmara de Vereadores alusiva ao dia Internacional das Mulheres

Hoje na sessão solene da Câmara de Vereadores de Registro alusivo ao Dia Internacional das Mulheres, com muito carinho, prestarei homenagem a Pedagoga Hiase Yamamoto. 

Quem a conhece e conhece o seu trabalho, sabe o significado desta homenagem. 

Quem não conhece convido a ler o  texto abaixo que trata um pouco desta história de superação e compromisso com principios cada vez mais raros na nossa sociedade: solidariedade e partilha.
















Aparecida Hisae Yamamoto nasceu em Registro, no ano de 1957. Seus primeiros anos de vida foram na comunidade da Raposa. Teve sua formação intelectual na cidade, es-tudando no tradicional colégio Fábio. Trabalhou como professora e também vivenciou a saga de um “dekassegui” registrense no Japão.

Dona Hisae, desde sua adolescência, sentia-se pessoalmente tocada e socialmente moti-vada a participar de ações para contribuir na luta por uma vida melhor para todos. É, no entanto, após o seu regresso do Japão que Dona Hisae assume a solidariedade como cau-sa diária de sua vida, no sonho real de fazer da vida das crianças e adolescentes uma vida melhor, mais acolhedora, com mais oportunidades e com toda fraternidade que a ética humana nos impõe.

Moradora dos primórdios do bairro Jardim Paulistano, Dona Hisae já observava naquele bairro o grande número de crianças vivendo em situação de vulnerabilidade. Além disso, em 1997, ocorreu uma das maiores catástrofes da história de Registro, a destruidora “enchente de 1997”. Dona Hisae se viu na eminência de tomar uma atitude frente a situ-ação de abandono, vitimização e pobreza às quais muitas crianças e adolescente de nossa cidade estavam submetidas.

“É a causa que importa”, nos recorda com olhos brilhando. Dona Hisae articulou um movimento com várias pessoas que tinham atuação nos temas sociais da cidade e fincou pilares para a fundação, no dia 21 de junho de 1997, da Casa da Criança Futuro Feliz, mais conhecida entre nós como CRIFF. Sem titubear, Dona Hisae transformou a sua própria residência, que segue sendo na Rua Maranhão, número 36, na primeira sede da CRIFF e conseguindo, a partir de então, acolher, em média, não menos que 30 crianças e adolescentes por mês.

A CRIFF foi crescendo e, já em 2000, a exigência de acolhimento ficou maior do que a capacidade da casa da Dona Hisae. A CRIFF alçou novo voo e foi para prédio próprio.  Dona Hisae continuou, agora com uma estrutura física própria da CRIFF, a sua história de dedicação total à esta causa.

Ainda distante das ferramentas e possibilidades que a Assistência Social passaria a ter em meados dos anos 2000, Dona Hisae tinha que, para efetivar o trabalho da CRIFF, articular ações com outras entidades, organizar eventos para arrecadar doações, além participar de maneira sempre ativa do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescen-te e, inclusive, ter que ampliar sua formação acadêmica, estudando Pedagogia, como pré-requisito para coordenar as atividades da CRIFF.

Não é preciso muito esforço para reconhecer que o trabalho de Dona Hisae foi muito além da caridade casual, pois conseguiu transformar a solidariedade em uma ação inte-gral de sua residência e de sua vida. Além das várias pessoas com atuação social que ajudarem a construir a CRIFF, Dona Hisae destaca o diferencial que foi o apoio recebi-do de seus familiares: filhos, irmãos, mãe, entre outros. Seus sete filhos, sete netos e dois bisnetos são testemunhos de sua permanente dedicação ao seu trabalho social.

Dona Hisae segue carregando as lembranças transformadoras que cultivou na CRIFF. As cultiva nas recordações e, com muita alegria, nos reencontros com os jovens que fo-ram acolhidos a seu tempo na CRIFF. Se bem é verdade que o problema de saúde que a acometeu em 2014 lhe forçou a reduzir sua presença física na CRIFF, por outro lado, bastam alguns minutos de conversa e poucos olhares para sentir que a CRIFF nunca dei-xar de estar presente na Dona Hisae.

Sem carregar nenhum tipo de soberbia ou sensação de que o trabalho realizado foi per-feito, Dona Hisae reconhece os erros, os acertos e os desafios vindouros. Para ela, “a concepção de acolhimento é, ainda e desde o começo da CRIFF, um desafio a ser com-preendido. Não se trata apenas de tirar a criança da família, mas também de entender as dificuldades que as famílias passam e caminhar para superá-las”.

Ao contrário de sentir-se com “o dever cumprido”, Dona Hisae continua ativa, partici-pando do Projeto “Sorrindo para a vida” e na contribuição à ONG “Ação”.

Além disso, o seu projeto-sonho atual é organizar um reencontro de irmãos que viveram nove anos na CRIFF e foram acolhidos por famílias diferentes: Dona Hisae trabalha, mesmo com todas as dificuldades que a sua situação de saúde lhe impôs, para materiali-zar esse encontro-sonho, cuja realização maior é propiciar o abraço de histórias, o abraço de olhares, o tão e gostoso abraço que tanto e sempre nos humaniza.

Não apenas por ter coordenado a CRIFF de 1997 a 2014. Não apenas por ter transformado para melhor a vida de milhares de crianças e adolescentes. Não apenas por apontar que os caminhos do futuro das crianças passam por ir além do assistencialismo, mas, sobretudo, por fazer da solidariedade e da incansável esperança nas crianças e jovens bandeiras e frentes permanentes de sua vida.

Nunca é o bastante lembrar o Poeta:

“[...] e tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso ver tudo:
vejo na tua vida todos os viventes”.

É assim, pela conversa que cura, pela fé no futuro, pelos sonhos que salvam, pela utopia plantada, pela criança por perto, com tudo e por tudo, que é mais do que merecida a homenagem à Senhora Hisae Yamomoto. Obrigada por ser essa mulher que mudou e continua mudando as vidas de nossas crianças e adolescentes para melhor.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Moradores do Capinzal, em Registro entraram com representação no MINISTÉRIO PUBLICO ESTADUAL contra o Fantin por causa da demora de mais de 7 anos para construir o Posto de Saúde do bairro.


Durante o ultimo ano do nosso governo conseguimos que o recurso financeiro fosse liberado (no segundo semestre de 2012) e iniciamos as tratativas sobre o terreno para construir o Posto de Saúde. 

O governo Fantin demorou 3 anos para definir o terreno e licitou a obra somente em 2015. 
Desde a licitação até agora, entre abandono de obra (sem nenhuma multa aplicada) e duas novas licitações passaram se 4 anos e a obra ainda permanece inacabada!


A gota d'água foi a prefeitura ter perdido prazo para prorrogar o contrato em dezembro do ano passado, obrigando a fazer nova licitação.

O Conselho Local de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde tiveram papel muito importante nesta decisão porque acompanham de perto a precariedade das condições físicas do Posto de Saúde, construído na década de 80, onde atua o PSF.  Parabéns a todos que se dedicaram a conhecer o processo e estudar em detalhes antes de tomar a decisão em nome do bairro. 

Num governo sem compromisso com as demandas populares cada vez mais o caminho tem sido a organização social e a busca de garantia de direitos ora através dos mandatos legislativos ora do Ministério Publico.

#ForaFantin







sábado, 2 de março de 2019

380 mil gastos no carnaval 2018. Quanto terá custado o carnaval de 2019?

Fantin gastou mais de 380 mil no carnaval 2018, segundo o Tribunal de Contas do Estado.

Num ano em que crianças não tiveram uniformes e que a Polícia Federal denunciou o prefeito, a ex secretária de educação e ex chefe de gabinete por corrupção (denúncias que seguem em investigação).

Quanto terá custado o carnaval deste ano?

Requeri informações deste ano e a prestação de contas do ano passado.

Diferente do que li publicado em algumas postagens, importante dizer que os recursos do carnaval são do orçamento próprio da prefeitura e não de convênio e, portanto, a prefeitura decide seu orçamento segundo suas prioridades. Inclusive pode alterar no decorrer de sua execução (remanejamento)

Sou a favor do carnaval popular, mas defendo a transparência no uso dos recursos e que sejam ouvidos a comunidade, os artistas e produtores culturais sobre as prioridades de investimentos na área da cultura.

Mas o governo Fantin segue autoritário, surdo e cego para as demandas do povo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Ciclovia do Arapongal: a luta pela iluminação pública e segurança na ciclovia. Nesta semana buscando apoio do CONSEG


Estivemos, nesta terça-feira, na reunião do CONSEG – Conselho de Segurança Pública – juntamente com lideranças do bairro Arapongal, de Registro, para solicitar apoio para garantir iluminação e patrulhamento visando a segurança na Ciclovia do Arapongal, a Ciclovia do Trabalhador.

Precisamos de ações articuladas entre a Polícia Militar e a Policia Rodoviária Federal para patrulhamento durante o dia e é urgente que a Autopista ilumine da ciclovia
Para conquistarmos a iluminação é preciso que o prefeito Fantin saia da cadeira ! Foi assim que conquistamos a ciclovia.

Estiveram conosco o professor Jefferson Pecori Viana, Marli de Souza Oliveira Silva - liderança da comunidade católica do bairro Vila Ouro/Arapongal- Airton Alves - presidente do conselho gestor de saúde do bairro - e a senhora Lídia, moradora local e vítima de violência na ciclovia.

A reunião foi bastante produtiva com compromissos concretos assumidos pelos presentes:

O representante da Arteris se responsabilizou por:

1- ações de bosqueamento da vegetação do entorno da ciclovia;

2- trazer posicionamento da direção da empresa sobre a previsão de implantação da iluminação pública

A presidente do CONSEG, a jornalista Monica Nogueira - a quem agradeço pelo empenho e apoio neste tema - fará reunião com a Polícia Rodoviária Federal buscando ação de policiamento preventivo.

E, por sugestão da Policia Militar, organizarei em parceria com a Policia Militar uma reunião no bairro com os moradores e moradoras  para discutir as ações preventivas de segurança pública.

__________________________________________________________Um pouco da história sobre a conquista da ciclovia 
Na minha gestão como prefeita, conquistamos a maior ciclovia em rodovia federal no país: a Ciclovia do Trabalhador ou Ciclovia do Arapongal.

Era a mais importante reivindicação da população do bairro, na época. 
As estatísticas demonstram que, graças as intervenções da concessionária na área de segurança viária e segurança pública como passarelas e esta ciclovia, fizeram reduzir muito o número de óbito na rodovia por atropelamento. De 156 para 80 nos últimos 5 anos.
A ciclovia foi implantada pela concessionária Autopista Régis Bittencourt, a partir da nossa reivindicação, e dependeu de longo de diálogo com a concessionária e muita gestão junto ao governo federal. Conseguimos alterar o Plano de Investimentos da concessionária junto a ANTT e o investimento da ciclovia foi aprovado.

Mas ainda precisa de SEGURANÇA e ILUMINAÇÃO !

Veja um pouco do nosso trabalho como vereadora pela iluminação e segurança na ciclovia:


No primeiro mês (janeiro de 2017) tive reunião com Diretor Executivo da Autopista Régis Bittencourt, Nelson Bossolan, para reivindicar a iluminação da ciclovia e buscar parceria para garantir segurança. As mulheres vêm sofrendo constante assédio e sendo vítimas de violência durante o dia, em determinados trechos da ciclovia.

Nesta reunião fui informada pela concessionária que os 80 KM de iluminação previsto no contrato de concessão (trecho São Paulo – Curitiba), vem sendo executados na região sul do país porque que não houve solicitação de iluminação do Prefeito Fantin.

Definiu se que a empresa seria a articuladora junto a Policia Rodoviária Federal, Policias Civil e Militar para traçar uma estratégia para garantir a segurança pública na ciclovia e que, já naquele mês de janeiro de 2017, ela promoveria reunião para tratar da estratégia.

Infelizmente a empresa não cumpriu o prometido e a reunião não ocorreu.
Em 6 de novembro do ano passado, 2018, estive na Polícia Militar (14 BPMI ), em reunião com o Comandante Major Cícero da Silva Pires, solicitando POLICIAMENTO para que, ao menos durante o dia, as pessoas possam usar a ciclovia já que o trecho que fica abaixo do nível da rodovia tem ocorrido assaltos e violência contra as mulheres.

Neste ano de 2019 , novamente requeremos informações da empresa Auto Pista sobre o planejamento para execução da obra. 
Também estamos reivindicando o acesso ao programa Viva Ciclista que poderá contribuir com a segurança na via.



















domingo, 17 de fevereiro de 2019

Congelar salário de prefeito para pagar, pelo menos salário mínimo, para servidores municipais que não recebem

Desde o início do meu mandato tenho denunciado a desvalorização dos servidores na gestão Fantin e, de forma específica, a vergonha para o município que paga salários menores do que o salário mínimo aos seus servidores!

Servidores com salários menores que o salário o mínimo!
Atualmente, 103 servidores tem salários menores do que o salário mínimo. São vigias e auxiliares de serviços gerais que, com a recomposição de perdas salarias de 3,75% aprovada neste mês, passarão receber R$ 933,47, enquanto o salário mínimo é de R$998,00!
Para corrigir esta situação, é necessário um reenquadramento salarias destas categorias, como fiz quando Prefeita. Desta forma, não significa um aumento para todas as categorias, basta alterar a referência salarial das categorias com maior defasagem salarial

Mais de 300 servidores recebem menos que o salário minimo regional de São Paulo!
Mas muitas outras categorias o salário é muito pouco mais que o salário mínimo. Se tomarmos o salário minimo regional de São Paulo, como referência, cujo valor é de R$ 1.076,20 temos 322 servidores com salários abaixo deste valor. São as merendeiras, atendentes e cuidadores escolares, ADI (atendente de desenvolvimento infantil), pedreiro e encanador, entre outras.
Desrepeito com o direito dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Controle de Endemias
Também os Agentes Comunitários de Saúde e de Controle de Endemias que tem piso salarial nacional aprovado, mas todo ano tem que brigar muito para receber! Este ano, inclusive, ainda só temos promessas. Este é um direito garantido e que, conforme definimos com a categoria, se não for respeitado terá o apoio dos vereadores, inclusive o meu, para ingressarmos com ação no Ministério Público.

No entanto, o salário do Prefeito Fantin, hoje, é 24 vezes maior o valor do menor salário da prefeitura (R$ 21.216,00)!

A revisão geral anual para os subsídios do Prefeito, Vice Prefeito, está prevista na Lei Municipal 1622/2016, para ocorrer em fevereiro de cada ano. É uma lei de iniciativa da Câmara Municipal.
Há notícias de que nesta semana será apresentada o Projeto de Lei para revisão dos salários (subsídio) do prefeito, vice prefeito e secretários com índice de 3,75% (IPCA). 
Se for aprovado o salário do Prefeito será de R$ 22.011,00!
Esta revisão é prevista em Lei, mas para rever esta prevista basta alterar a Lei Municipal 1622/2016, retirando a previsão de revisão destes subsídios! Esta pode ser um iniciativa da Câmara Municipal e é o que vou propor aos meus colegas, vereadores, amanhã.

Em 2018, aprovamos lei cancelando o reajuste de vereadores, que também era previsto em lei municipal de 2016 (Lei 1626/2018).


Fiz muitos estudos neste final de semana e vejo que temos uma saída muito justa para resolver a situação vergonhosa desta gestão Fantin que paga aos servidores salários menores do que o salário mínimo. Proponho congelar os salários do prefeito, vice prefeito e secretários. 

O congelamento destes subsídios resultará em redução de gastos de R$ 4.700,00 aos mês, veja Tabela abaixo. 



Por outro lado, um estudo detalhado da tabela de vencimentos dos servidores, indica que o reenquadramento dos salários abaixo do mínimo implicaria em um aumento de gastos mensais de R$ 10.200,00. 

Portanto, com o congelamento do salário do prefeito, vice prefeito e secretários a prefeitura já terá quase 50% dos recursos necessários para corrigir os menores salários o que vai beneficiar 234 pessoas.(Isto porque, se por um lado, 103 ganham o salário inicial menor que o mínimo, ao corrigir o salário inicial deve considerar os demais servidores destas categorias que estão em outra faixa salarial por causa da progressão na carreira. Quadro demonstrativo abaixo).

Com isto, com muito pouco, o senhor Fantin poderá poderá corrigir ao menos os salários mais baixos e, se tiver um pouco de boa vontade, poderá também corrigir de várias outras categorias que estão com salários muito defasados como ilustrei acima. Pra não dizer do acúmulo de 11,4% de perdas salarias considerando a inflação dos últimos 5 anos.

Ainda um outro olhar sobre os baixos salários pagos pela prefeito Fantin vale destacar: enquanto em 2017 o salário do prefeito era de R$ 20.400,00, com as recomposições, em 2019 terá tido um ganho no valor de R$1.600,00 no período. Enquanto isto, o menor salário que era de R$ 865,12 em 2017 passou para R$ 933,47 em 2019, ou seja, teve um ganho nominal de apenas R$ 77,35!

É fundamental nos unirmos e sempre lutarmos contra as injustiças sociais. 
Tenho certeza que teremos apoio dos colegas vereadores poderemos ir recuperando a dignidade dos servidores tão desvalorizados e perseguidos politicamente neste governo Fantin.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Fantin segue com a política de desvalorização dos servidores públicos de Registro.

Foi votado o projeto que aprova 3,75 % de recomposição salarial dos servidores. 

 O Prefeito Fantin continua desrespeitando os servidores e enviou projeto de Lei com recomposição de apenas 3,75% (referente ao IPCA dos últimos 12 meses), ignorando o acúmulo de mais de 12% de perdas salarias do últimos anos de sua gestão.

Não houve nenhum aumento salarial e continua o vexame da Prefeitura continuar pagando menos de 1 salario minimo para grande parcela dos servidores. 

103 servidores recebem menos que o salário minimo na Prefeitura de Registro!!!


A proposta apresentada pelo Prefeito Fantin é ruim para os servidores porque:

  • não recupera perdas salariais acumuladas em mais de 11,4%, segundo o sindicato da categoria;
  • não garante aumento salarial real para os servidores;
  • não respeita o piso salarial nacional do AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE;
  • não garante reposição salarial para os que recebem salários menores que o salário mínimo porque apenas diminui o valor que a prefeitura, precariamente, paga através de Decreto.

Como relatora da Comissão Relatora da Comissão da Ordem Social, Saúde, Educação, Cultura, Lazer e Turismo apresentei meu voto apontando todos estes problemas e solicitei:


"Portanto, registre-se o voto desta relatora considerando os fatos apresentados ab anteriori, solicitando ao Poder Executivo que apresente as soluções para resolver a questão dos salários pagos abaixo do salário mínimo nacional, a questão dos salários dos agentes comunitários pagos abaixo do piso nacional da categoria e a questão das perdas acumuladas (11,4%) dos servidores municipais, com a urgência devida". 

Uma comissão de servidores discute o ingresso no Ministério Publico e estão tendo o apoio do meu mandato e de vários outros colegas, vereadores.

Esta política de desvalorização do servidor público de Registro foi instituída no governo Samuel Moreira e seguida pelos seus prepostos que o sucederam com o seu apoio político: Clóvis Vieira Mendes e Gilson Fantin.  

Política de desmonte e desvalorização que foi revertida durante meu governo porque fiz uma gestão que priorizou o servidor público com aumento salarial, reenquadramento na carreira de todos que estavam com salários baixos, implantação do Plano de Carreira e Estatuto do Magistério, além de investir fortemente na qualificação como por exemplo as ADIs que fizeram o curso de pedagogia pago pela Prefeitura.
Esta atuação do Fantin faz parte da receita liberal defendida pelo PSDB e pela direita no país: máquina pública enxuta e sucateada.

Ou existe forma melhor de NÃO garantir serviços públicos para todos e de qualidade do que Prefeitura ter POUCOS  e MAL PAGOS servidores públicos?

Acrescente se  o fato de que nesta Gestão Fantin e esposa, com status de "prefeita segunda", além de mal remunerados os servidos são perseguidos e, em muitas situações, humilhados.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Viva Registro!!! 74 anos! Pronunciamento na sessão solene

Boa noite!
74 anos de Registro. Viva!
Ter a missão de falar representando os meus colegas vereadores, não é fácil... Porque é claro, pensamos de forma diferente e em vários casos de forma antagônica, efetivamente. Isto é muito natural porque representamos a população na sua diversidade de pensamento e opiniões, classe social ou segmentos. 
É a democracia! E mais do que nunca viva a democracia e que seja duradoura.
Fui sorteada para fazer este cumprimento e como tal vou tentar fazê-lo da forma mais republicana possível, quero dizer buscando aspectos que penso que sejam convergentes na forma de pensar o mundo e o nosso município. Portanto, não falarei aqui em nome próprio. 
Amanhã é aniversário de Registro. Viva! 
Viva a vida das pessoas que aqui moram. Viva a memória dos que foram. Viva a nossa história. 
Nosso município faz 74 anos!
Neste espaço de tempo fomos chegando... uns há mais tempo como os guaranis que aqui viviam, outros há menos tempo como o dom Manoel, bispo Diocesano que está em Registro há apenas 4 meses.
Depois dos índios chegaram os portugueses e em seguida os africanos que, num capítulo tenebroso de nossa história, vieram como escravos, homens e mulheres escravizadas. 
Apesar deste fato certamente nos envergonhar muito, não se pode, em hipótese alguma, negar este capitulo da nossa história porque não somos aquele que quer negar a escravidão no Brasil ou que trata os negros como animais os medindo por arroba. 
Mas é fundamental destacar a imensa contribuição dos afro-descentes na cultura e desenvolvimento sócio econômico do nosso município. 
Depois vieram os japoneses, com a conhecida importância e sempre exaltada contribuição da imigração japonesa para o nosso desenvolvimento econômico e nossa cultura. 
E assim nosso povo foi se formando...os Caiçaras, os estrangeiros...
Falo isto pra destacar um trecho do nosso hino e para destacar aspectos do nosso processo civilizatório hoje tão ameaçado.
No hino de Registro uma estrofe diz assim:
“Os filhos de outras plagas
Aqui vivem como irmãos,
Sempre unidos, de mãos dadas
Cultivam e florescem chão.”
Portanto fala de acolhimento, de união, fraternidade e solidariedade. Temas que tratam de princípios que merecem o destaque já que estão profundamente ameaçados no mundo e na nossa sociedade nos últimos meses, em particular.
Registro sempre acolheu os de fora (outras nações) e acolheu a nós de outras regiões do Brasil.
Os senhores e senhoras, inclusive, que hoje recebem o título de cidadão e cidadã registrense, viemos de outras plagas, eu há 30 anos, e cada um de vocês certamente fomos acolhidos e, por isto gratos ao povo de Registro.
Acolhimento é o contrário de xenofobia. Uma das pragas do presente. Revela uma forma de pensar que está por trás de guerras, ódio, fome... e por trás de posturas autoritárias que brotam em várias partes do mundo. 
Portanto, que possamos ir na contra mão da xenofobia e do ódio e continuar acolhendo e vivendo como irmãos nesta plaga, Registro.
Imagem relacionada

“Sempre unidos e de mãos dadas”. 

Certamente é uma figura de linguagem, um poema por que... a sociedade é, por si só, conflituosa. Na luta de classes, na disputa de interesses econômicos, de hegemonia política ou na disputa pessoal, o que seja... mas sem abrir mão da democracia e de um pacto civilizatório que permeia (ou permeava?) a sociedade brasileira e a nossa comunidade de Registro.

Pacto civilizatório que vem sendo construído a partir da revolução francesa e americana onde um “mínimo social” da convivência humana nos coloca num padrão de civilidade que nos leva a defender princípios da condição humana como a defesa da vida, a respeitar a dor de uma pessoa em situação de perder um parente, a defesa da paz, que nos leva se nos sensibilizarmos com a fome do outro, que nos leva a defender liberdade expressão e de religião. Que nos leva a defesa da verdade em contraposição a mentira de boca em boca ou de postagem em postagem em rede sociais. 

Que nos leva à defender os interesses da nação, entendida como território comum, de todos, a "casa de todos" e que não pode ser leiloada ao bel prazer de um governante.

Um acordo social que nos diferencia da barbárie.

Muitos destes valores estão sendo atacados a ponto de ameaçar este pacto civilizatório.

O ódio, a intolerância as diferenças, a defesa da morte do outro como saída para sua melhor vida e a dos seus
Morte ao bandido, morte ao negro, morte à mulher, ao homossexual. 
A ameaça ao direito das mulheres terem seus filhos como vimos nos jornais de hoje a defesa da tese da esterilização das mulheres pobres !!!... 
A discriminação étnica, racial e de opção sexual são princípios que vem, infelizmente, sendo propagados e defendidos com naturalidade e até mesmo por lideranças que deveriam defender a vida na sua plenitude mágica concedida por Deus.

Por outro lado, Registro faz 74 anos com muita coisa para comemorar... 

Efetivamente hoje nos constituímos num polo de educação técnica e tecnológica, com a UNESP, ETEC, INSTITUTO FEDERAL, SENAC, SESI E SENAI), por exemplo. Com infra estrutura como a duplicação da BR 116 que fortalece nossa vocação para atividades econômicas ligadas à logística, além das atividades de agricultura, serviços/comércio e do turismo. 

Mas, além de comemorarmos os avanços, temos que ter a grandeza de encararmos os desafios, como por exemplo o grande desafio do crescimento sócio-econômico com geração de emprego e renda. De forma sustentável. O desafio de ampliar e qualificar as políticas públicas de saúde, educação, moradia, de assistência social, tornado a vida de todos todas melhor. Mas há de se respeitar o princípio constitucional da equidade, o que significa  - e, governar para aqueles que mais precisam de governo, mais precisam de políticas públicas. 

Mas se neste pronunciamento, durante esta sessão de comemoração ao aniversário de Registro, destaco aspectos mais gerais do país é para que possamos, todos e todas, nos engajarmos no nosso melhor como homens e mulheres, na nossa humanidade (naquilo que nos faz humanos), portanto, na recuperação de valores que possam fazer a nossa sociedade, entendida como cidadãos e governo, tão respeitosos com os princípios da administração pública como respeitosos com a vida, a paz e o bem estar do outro. 

Isto implica em construirmos juntos uma Registro desenvolvida, inclusiva, cidadã, harmoniosa mais justa e solidária.

Viva Registro !!!

Concluo com Eduardo Galeano
"Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
— O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo."
O mundo (“O livro dos abraços”), de Eduardo Galeano